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Espermograma

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Como é feito o espermograma

À primeira impressão, a tarefa é das mais fáceis. Afinal de contas, a masturbação deixou de ser um tabu há tempos. Mas quando se entra na sala de um centro de análises clínicas com um frasco na mão para extrair uma amostra de esperma, a missão ganha contornos de "primeira vez": Estarei preparado? Vou "comparecer"? Deixe a ansiedade em segundo plano – o espermograma deve ser feito sem titubear, quando solicitado: o exame é fundamental para identificar quadros de esterilidade, a fim de melhor enfrentá-los, e também para diagnosticar doenças.

"É muito difícil pensar que um vidrinho é sexy", resume o urologista João Hipólito Pous, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). "Trata-se mesmo de um exame um pouco constrangedor, mas muito simples de ser feito. O importante é que todos percam falsos pudores para a sua realização, afinal, nenhum profissional pedirá o procedimento aleatoriamente".

O espermograma consiste na análise de esperma obtido por meio da masturbação. Você vai ao laboratório ou a um hospital e é atendido por um funcionário – às vezes homem, às vezes mulher –, que ensina os procedimentos de higiene (por exemplo, lavar a mão e passar uma gaze com líquido antisséptico no pênis). Ele também entrega o material para coleta – em geral, um frasco de boca larga (sim, será preciso "mirar" lá dentro) – e encaminha o paciente a um ambiente reservado e fechado. Lá, o paciente ficará sozinho. Alguns locais fornecem materiais, como revistas pornográficas, para, digamos, facilitar a tarefa.

É claro, que, às vezes, surgem situações que fogem da normalidade e acabam virando piada. "Alguns homens contam que, depois de certo tempo, estavam quase conseguindo ejacular e alguém bateu na porta, interrompendo o processo. Outros até perguntam se não há uma enfermeira bonita para ajudar", afirma, bem-humorado, o Dr. Pous.

Não é possível fazer a coleta em casa? A maioria dos laboratórios não permite. O secretário-geral da SBU explica que os espermatozoides têm um curto tempo de vida – se o paciente optar por fazer o exame em casa e morar longe, por exemplo, os resultados podem induzir a imprecisões. Mais de 30 a 40 minutos já podem comprometer.

O urologista conta que, antes, era comum a exigência de cinco dias de abstinência sexual para a realização do exame. Mas que esse conceito ficou ultrapassado. "A grande maioria dos laboratórios não pede mais isso. Se o paciente tem relações sexuais três ou mais vezes por semana, pedir que as evite representaria uma modificação dessa realidade, de seu dia a dia." Tampouco há restrições na alimentação. Por uma questão de bem-estar, o especialista recomenda "não ingerir bebidas alcoólicas ou uma feijoada logo antes do exame".

Geralmente, os resultados do espermograma saem em até três dias. "Já quando o principal objetivo é verificar a existência de infecções, tarda-se um pouco mais", ressalta o Dr. Pous.

Para que serve

O espermograma não é um exame periódico. É solicitado quando surgem indicações de infertilidade ou de infecções e contaminações. "No primeiro caso, avaliamos parâmetros do esperma, como cor e densidade, além de número, vitalidade e movimentação de espermatozoides", afirma o secretário-geral da SBU.

Os gametas (células sexuais) masculinos que fecundam os óvulos são considerados os mais fortes, aqueles que nadam mais rapidamente até o órgão responsável pela produção dos gametas femininos. Para engravidar, especialistas consideram necessários pelo menos 20 milhões de espermatozoides por mililitro de esperma – o número é mais seguro porque a maioria deles "morre" pelo caminho. A quantidade, no entanto, pode fazer pouca diferença quando a mulher é muito fértil.

Quanto às contaminações e infecções, o espermograma também é muito útil aos urologistas, sobretudo na identificação de bactérias presentes no esperma. É possível detectar doenças como prostatite (inflamação aguda ou crônica da próstata) e orquites (processo inflamatório no testículo).

L.BR.GM.2011-02-27.0288

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