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Plástico: risco descartável à saúde

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Fica difícil imaginar compras em supermercados sem o uso de embalagens plásticas. O material está nas garrafas de refrigerantes, nos filmes que envolvem queijos e carnes, nos potes de margarinas, nas sacolas que ajudam a carregar os produtos. A quase onipresença desse material tem efeitos ambientais já bastante debatidos. Mas a preocupação vai além disso. Uma série de estudos recentes indica que os plásticos têm, em sua composição, substâncias que afetam a saúde — inclusive a saúde sexual — de seres humanos e de outros animais. Trata-se dos desreguladores endócrinos.

O endocrinologista Francisco Homero D'Abronzo, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que, nos últimos 20 anos, as embalagens plásticas se disseminaram pelo mundo por serem mais baratas e práticas de carregar, embora dois dos seus componentes sejam prejudiciais: o bisfenol A, que confere resistência ao material, e o ftalato, utilizado para dar maciez. "Aqueles filmes plásticos que envolvem alimentos, por exemplo, têm alta concentração de ftalato, que possui ação de hormônio feminino", diz.

Os estudos nessa área nem sempre são conclusivos, e algumas das mais fortes evidências foram encontradas em pesquisas com animais, não com seres humanos. Mas entre as consequências que o contato recorrente com os desreguladores endócrinos poderia provocar à saúde do homem, D'Abronzo cita a diminuição da quantidade e da qualidade dos espermatozoides – eles se moveriam mais lentamente. Além disso, a contaminação durante a gestação pode fazer com que a criança nasça com os testículos dentro da barriga, aumentando as chances de que elas desenvolvam câncer no local e na próstata.

Para explicar a forma como essas substâncias chegam ao nosso organismo, o especialista faz uma analogia com o mata-borrão – aquele instrumento que, quando colocado em contato com o excesso de água ou tinta, suga o líquido. Da mesma forma, quanto mais gorduroso um alimento, mais ele absorverá os componentes perigosos do plástico, e a pessoa que ingere a comida acaba contaminada.

A contaminação de alimentos pelos desreguladores, segundo D'Ambrozo, também pode se dar por meio de outras fontes, como hormônios aplicados na criação de animais ou pesticidas que deixam resíduos em frutas, vegetais ou na água.

Ainda não se sabe qual é o nível seguro de ingestão dessas substâncias. "É um processo de longo prazo, podendo levar décadas para que os problemas surjam, e, nesse período, vários outros fatores podem influir na saúde", afirma Márcia Dezotti, coordenadora do Laboratório de Controle da Poluição das Águas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] admite a presença do ftalato em até 3% da composição total do plástico, mas é uma dose altíssima para 100 gramas do material", avalia D'Ambrozo, que também é professor de Endocrinologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Para se ter uma ideia, a nos hormônios receitados para mulheres, segundo o endocrinologista, fala-se em microgramas [um grama tem 1 milhão de microgramas].

Como se proteger?

Os estudos sobre os efeitos dos desreguladores na saúde humana são relativamente recentes. Ainda não há legislação e fiscalização específicas sobre o tema. "O ftalato e o bisfenol A são componentes básicos do plástico, então é difícil imaginar que eles não estejam presentes em praticamente todas as embalagens que encontramos no supermercado", afirma D'Ambrozo.

A recomendação do endocrinologista é diminuir o contato de alimentos com o plástico. Como isso pode ser feito? Armazenar a comida em potes de vidro ou pirex, utilizar espremedor, peneira e outros utensílios de metal e tomar café em xícaras de porcelana. Já as mães que têm crianças em fase de amamentação devem ter um cuidado redobrado – os efeitos são potencializados no feto e em bebês. Assim, o ideal é usar mamadeira de vidro e priorizar brinquedos plásticos livres de ftalato.

"Trata-se de retomarmos hábitos antigos, de quando o plástico não era tão presente. E as substâncias danosas não têm um efeito cumulativo, então, se você diminuir o contato, tem a chance de tirar isso do corpo", diz o médico.

L.BR.GM.2011-06-01.0420
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